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A paixão


Descobri faz pouco tempo que eu adoro me apaixonar. É um sentimento tão lindo, tão bom e tão gostoso.

Parece que tudo fica mais lindo, as pessoas parecem mais alegres, os dias são mais iluminados, e seu sorriso mais bonito. Como eu digo a um bom tempo, eu só acordo alegre quando eu sei que vou ver quem eu gosto de manhã.

Estar apaixonada é ficar com aquele friozinho na barriga, é de dar aquela baita tremedeira nas pernas quando você passa pelo seu cara, é de sair pulando de felicidade pela casa quando ele responde a sua mensagem... Estar apaixonada é isso.


Sei que nem tudo é as mil maravilhas, quebrar a cara com a pessoa errada é muito ruim, principalmente para quem acha esse sentimento tão lindo, mas é se apaixonando por outra pessoa que você esquece pelos espinhos que passou, e tenta reviver essa nova paixão, como se não houvesse tempo para sentir e amar. 

Última vez que te vi


O último dia de aula para muitos podem significar alegria, a liberdade da "escravidão estudantil", para outros é ter que se despedir de seus amigos e de um lugar que fez parte da infância até o final de sua adolescência.

O último dia de aula me lembra a última vez que eu te vi, tecnicamente a "última", pois eu jurava que nunca mais o veria, me lembro bem que naquele ano, principalmente na última semana de aula, minhas amigas me pegavam chorando por causa dele, e que juravam que nunca iriam me ver chorando, mas por você chorei. Não o queria ver partir, mas fui obrigada, o ver partir aumentou muito mais a minha dor.

Sei que quando o sinal tocou, sai em disparada ao portão para poder pelo menos esbarrar-o e trocar uma simples palavra "desculpa", me fantasiei tanto com isso, que quando cheguei no portão, vi que ele já estava dentro do seu ônibus, no mesmo banco em que ele sentava, no mesmo banco que eu sentava para ir para a casa, minha antiga casa. Me engasguei em minhas palavras e em meu choro e apenas pedi que minhas amigas me acompanhassem, minha visão estava embaçada e quase não conseguia me conduzir no meio daquele aglomerado de estudantes.

Depois de todo aquele acontecimento todo, consegui superar aos poucos, e passado uma semana depois, eu estava no pior jeito que um ser humano pode estar, minha mãe mandara eu ir pegar tal coisa em tal lugar, como eu tinha pressa de chegar logo em casa, fui de bicicleta. No momento em que eu decidi atravessar a rua, eu olhei para o outro lado da rua e o vi, dava para ver claramente que era ele, o reconheci pelo seu moletom que sempre usara e pelo boné que tanto combinava com os cachos de seu cabelo.

Ele me viu, então acelerei, passado uns 5 minutos, voltei de bicicleta por onde ele passou, na esperança de o ver novamente, só sei que voltei para a casa decepcionada e sei que a partir daquele momento, eu nunca mais o veria na minha vida.
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